Uma overdose de memórias!

"É neste quadro dramático que o jogo se apresenta, com um protagonista que em teoria já foi o melhor naquilo que faz, mas que não se lembra. Para escapar das instalações da Memorize com o que pouco que lhe resta, Nilin tem que confiar numa voz que a alcança através do Sensen e que a parece conhecer de outras andanças. Esta figura apresenta-se como Edge, líder de uma espécie de grupo rebelde (Errorists) e que conduz Nilin ao exterior de uma forma pouco convencional, diretamente para o Slum 404, uma das zonas mais podres de Neo Paris.

A estética é inesperadamente o ponto mais forte do jogo, mesmo nestas áreas onde a escuridão e a desorganização imperam. Depois à medida que avançamos para as zonas ricas a arquitetura é mais imponente e futurista, mas o que me surpreendeu mesmo foi o equilíbrio de cores e formas, das várias áreas, é um ambiente desorganizado mas parece autêntico. As texturas não são o melhor que já vi mas são competentes, existem alguns problemas nas expressões faciais durante os diálogos, mas que são esquecidos devido à imponência do estilo e grandes planos que o jogo força propositadamente durante as escaladas.



Remember Me está longe de ser um jogo de plataformas, mas existem muitos momentos em que a navegação funciona a trepar de plataforma em plataforma, de prédio em prédio, de forma automática e muito ao estilo do God of War, mas tal como este, sempre com um show-off visual que impressiona, com cenários marcantes e com muita profundidade. Dá vontade de explorar Neo Paris, possibilidade que infelizmente é algo limitada, mas já lá vamos."

Fonte: Eurogamer
Autor: Anibal gonçalves

 

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Kinguin